Esperança do Advento - Um Blog Cheio de Esperança

Esperança do Advento - Um Blog Cheio de Esperança

domingo, 20 de agosto de 2017

# 141

Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Mateus 4:17.
A vida acaba onde o ‘Reino de Deus’ começa.”
Nietzsche, Crepúsculo dos Ídolos, 30.
Um dos textos mais estranhos na Bíblia Hebraica é Êxodo 24:8. Depois de DEUS miraculosamente libertar o povo de Israel do Egito, depois de DEUS cuidar do povo no deserto, depois de DEUS fazer conhecidas suas “palavras”, Moisés ouve da boca de DEUS o que é conhecido como “o livro da aliança”. Várias leis são estabelecidas visando o futuro do povo e suas relações com as nações vizinhas, e no fim desse discurso, em Êxodo 24:3, o povo responde positivamente ao que DEUS estabelece com as seguintes palavras: “Tudo o que o Senhor tem falado faremos.” Após essa afirmação, a aliança entre DEUS e o povo é ratificada através de sacrifícios, e finalizado com um rito atípico, que é quando chegamos ao texto estranho de Êxodo 24:8: “Então tomou Moisés aquele sangue, e espargiu-o sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor tem feito convosco sobre todas estas palavras.” O sangue dos sacrifícios é aspergido sobre o povo. Mantenha isso em mente.
N. T. Wright no livro How God Became king identificou bem um problema que ignoramos. Se fôssemos convocados a contar a história dos Evangelhos de forma resumida, a história provavelmente seguiria (como no Credo de Nicéia): “Jesus nasceu, Jesus viveu, Jesus morreu, e Jesus ressuscitou.” Curiosamente, não é assim que os Evangelhos (especialmente os Sinóticos) apresentam a história. Wright argumenta corretamente que a idéia central dos Evangelhos é falar sobre o Reino de Deus. E de fato, uma leitura rápida de Mateus já mostra a ênfase de Jesus (e antes dele de João Batista) no Reino. A primeira vez que Jesus faz um sermão ele parece dar continuidade ao discurso de João Batista: “Arrependei-vos pois é chegado o Reino dos céus.” (Matheus 4:17)
Toda a vida de Jesus representava a realidade do Reino. A prática e conduta de Jesus antecipava o Reino de Deus futuro, já no presente. Ele curava porque no Reino futuro não haveriam doentes; Ele ressuscitava mortos porque no Reino futuro haveria vida plena; Ele revelava o Pai porque no futuro haveria um conhecimento maior da realidade de DEUS. A vida de Jesus era uma antecipação do futuro no presente, uma das características mais marcantes da realidade do Reino agora. Porém, o caminho para o Reino requer morte. O arrependimento e o batismo simbolizavam um recomeço, um novo nascimento e uma nova história onde DEUS deixa de ser um personagem paralelo nas nossas narrativas pessoais e passa a ser protagonista, passa a ser Rei. Portanto, a morte antecipa nova vida. Jesus mesmo indica que para seguí-lo, dentro da realidade do Reino, deveríamos carregar nossa própria cruz, pois morte antecipa vida. Jesus também diz que somente aquele que perder a vida encontrá-la-ia, pois morte antecipa vida. O que Cristo faz por nós se torna o paradigma para aquilo que Cristo faz através de nós. Ele morre na cruz para que possamos carregar nossa cruz e fazer o mesmo. Ele perde a vida e a encontra, para que nós também possamos perder a nossa vida para encontrá-la, afinal: morte antecipa vida.
Kierkegaard fala a respeito dessa morte como a morte que está “entre” o ímpeto de morrer e a nova vida. O espírito só pode conceder nova vida uma vez que morremos para esta, agora. E uma vez ocorrida esta morte, não perdemos a vida por completo mas entramos num novo patamar de existência: o Reino. A vida se esvai, sim, mas ela recomeça no Espírito num plano de existência em que Jesus é Rei. O Reino em Sua presença representa morte e vida.
Nietzsche observou corretamente o primeiro passo, mas, como muitos, perdeu de vista a realidade Bíblica do segundo movimento.
Moisés lança o sangue do sacrifício sobre o povo ratificando a aliança através do perdão dos pecados, mas ao mesmo tempo, para que o povo viva uma vida marcada pelo sacrifício. O sacrifício passa a ser o paradigma para a nova vida que deveriam viver. A morte antecipa a vida. Como Adão e Eva outrora, nós, hoje, precisamos viver nossa vida cobertos pelas vestes do sacrifício que nos purifica e que serve como novo modelo de vida “sacrificial” que devemos viver dentro do Reino.

Fonte/Base: http://terceiramargemdorio.org/texto/141/

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BRANCOS COMO A NEVE

Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos. Isaías 57:15.

Na visão dada a Isaías no recinto do templo, foi-lhe propiciado ver claramente o caráter do Deus de Israel. “O alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo”, havia-lhe aparecido em grande majestade; contudo, ao profeta fora feito compreender a natureza compassiva de seu Senhor. …
Pelo contemplar a seu Deus, o profeta… não tinha recebido somente visão de sua própria indignidade; ao seu coração humilhado viera a certeza de perdão, pleno e livre; e ele se tornara um homem mudado. Havia visto o seu Senhor. Apanhara um lampejo da amabilidade do caráter divino. Podia testificar da transformação que se operara pela contemplação do Infinito Amor. Daí em diante ele fora inspirado com o incontido desejo de ver o transviado Israel livre do fardo e penalidade do pecado. “Por que seríeis ainda castigados?” o profeta inquirira. “Vinde então, e argui-Me, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”. “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem” (Isaías 1:5, 18, 16 e 17). O Deus a quem tinham estado professando servir, mas cujo caráter haviam mal compreendido, fora posto diante deles como o grande Médico da enfermidade espiritual. …
O coração do Infinito Amor anseia pelos que se sentem desprovidos de forças para se livrarem dos laços de Satanás; e graciosamente Se oferece para fortalecê-los, a fim de que vivam para Ele. “Não temas”, ordena Ele, “porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou teu Deus; Eu te esforço, Eu te ajudo, e te sustento com a destra da Minha justiça” (Isaías 41:10). …
Tem você, leitor, escolhido, o seu próprio caminho? Tem vagueado longe de Deus? Tem procurado banquetear-se com os frutos da transgressão, apenas para verificar que são cinza em seus lábios? … Retorne para a casa de seu Pai. Ele o convida, dizendo: “Torna-te para Mim, porque Eu te remi” (Isaías 44:22). “Vinde a Mim; ouvi, e a vossa alma viverá” (Isaías 55:3). Profetas e Reis, págs. 314 a 316, 319 e 320.

Fonte: https://ligadonavideira.wordpress.com/2012/11/16/brancos-como-a-neve/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

REPELENTE

Foi por causa dos pecados dele ou por causa dos pecados dos pais dele? João 9:2

Enquanto escrevo este texto, um mosquito que não faz barulho está tirando o sono do Brasil e do mundo. O Aedes aegypti que, durante muitos anos, infectou milhares de pessoas com o vírus da dengue, tornou-se também vetor de mais doenças, entre elas, o vírus da Zika.
Essa enfermidade não chamaria atenção do povo e das autoridades mundiais se não fosse pelo fato de poder causar microcefalia em fetos cujas mães foram infectadas.
Como o próprio nome indica, a microcefalia é a condição de uma pessoa com o cérebro menor do que os padrões de normalidade exigem. Em decorrência disso, o portador desse mal tem seu desenvolvimento cognitivo, físico e motor comprometidos. Tudo isso por conta de uma infecção por meio de um pequeno mosquito.
Essa situação alarmante pode exemplificar a condição humana que foi infectada pelo pecado. De modo semelhante às enfermidades causadas pelo Aedes aegypti, a condição pecaminosa se instalou na raça humana de uma forma sorrateira.
Eva subestimou a capacidade de argumentação da serpente e sucumbiu à sua propaganda diabólica. Ela comeu do fruto e o “transmitiu” a seu marido, que o comeu, infectando-se com o pecado. A partir daí, tendo esse “vírus” como parte de seu DNA, a humanidade tem gerado filhos e filhas com a doença da iniquidade.
Originalmente criados para serem eternos, os seres humanos não conseguem se desenvolver plenamente e nascem com a cabeça fechada para Deus. Apequenadas pelo egoísmo, as pessoas não podem se ligar a Jesus e, por isso, ficam desconectadas da fonte da vida. Essa era a situação dos judeus no tempo de Jesus de tal modo que, inclusive os apóstolos, acreditavam que o sofrimento era causado por castigo divino. A fala deles no versículo de hoje reflete esse entendimento errado.
Para não serem infectadas com a Zika, as gestantes e demais pessoas devem usar repelentes. De igual forma, nós precisamos pedir que o Espírito Santo crie em volta de nós um campo de força que nos proteja de pecar.
No caso da Zika, só estaremos seguros se o Aedes aegypti for exterminado. Enquanto isso não acontece, o repelente é essencial. Em relação ao pecado, só estaremos seguros, quando essa zica espiritual for exterminada. Tanto o pecado quanto seu originador e transmissor, Satanás, estão com os dias contados. Até que ele seja erradicado, proteja-se com o repelente do Espírito Santo.
Fonte: http://mais.cpb.com.br/meditacao/repelente/


terça-feira, 15 de agosto de 2017

"DEUS ENVIOU SEU FILHO" (GL.4:4)

Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4:4).

Paulo escolheu a palavra “plenitude” para indicar o papel ativo de Deus na realização de Seu propósito na história humana. Jesus não veio simplesmente em qualquer tempo, mas veio no momento exato que Deus tinha preparado. Sob a perspectiva histórica, esse tempo é conhecido como a Pax Romana (a paz romana), o período de dois séculos de relativa estabilidade e paz em todo o Império Romano. A conquista romana do mundo mediterrâneo trouxe paz, um idioma comum, meios de transporte favoráveis e uma cultura comum que facilitou a rápida propagação do evangelho. Da perspectiva bíblica, ela também marcou o tempo que Deus havia estabelecido para a vinda do Messias prometido (Dn 9:24-27).
4. Por que Cristo teve que assumir nossa humanidade a fim de nos redimir? Jo 1:14; Gl 4:4, 5; Rm 8:3, 4; 2Co 5:21; Fp 2:5-8; Hb 2:14-18; 4:14, 15
Gálatas 4:4, 5 contém um dos relatos mais sucintos do evangelho nas Escrituras. A entrada de Jesus na história humana não foi acidente. “Deus enviou Seu Filho”. Em outras palavras, Deus tomou a iniciativa da nossa salvação.
Nessas palavras também está implícita a crença cristã fundamental da eterna divindade de Cristo (Jo 1:1-3, 18; Fp 2:5-9; Cl 1:15-17). Deus não enviou um mensageiro celestial. Ele veio pessoalmente.
Mesmo sendo o divino e preexistente Filho de Deus, Jesus também foi “nascido de mulher”. Embora o nascimento virginal esteja implícito nessa frase, ele confirma mais especificamente Sua genuína humanidade.
A frase “nascido sob a lei” aponta não apenas para a herança judaica de Jesus, mas também inclui o fato de que Ele sofreu a nossa condenação.
Era necessário que Cristo assumisse nossa humanidade porque não podería­mos nos salvar por nós mesmos. Unindo Sua natureza divina à nossa natureza humana caída, Cristo Se qualificou legalmente para ser nosso substituto, Salvador e Sumo Sacerdote. Como o segundo Adão, Ele veio ao mundo para reivindicar tudo que o primeiro Adão havia perdido por sua desobediência (Rm 5:12-21). Por Sua obediência Ele cumpriu perfeitamente as exigências da lei, redimindo assim o trágico fracasso de Adão. E por Sua morte na cruz, Ele cumpriu a justiça da lei, que exigia a morte do pecador, ganhando assim o direito de resgatar todos os que vão a Ele em verdadeira fé e submissão.
Fonte: http://mais.cpb.com.br/licao/de-escravos-a-herdeiros/

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

DIA DOS PAIS NA IASD-BOA ESPERANÇA FOI ASSIM:

Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mateus 6:14

Recepção com música cantada por jovens, louvores congregacional, jogral com crianças e jovens, dramatização, dinâmica com os pais, poderosa mensagem da Palavra de Deus ressaltando a importância do perdão entre filhos e pais e pais e filhos que não tem um relacionamento saudável e momento de confraternização com todos os presentes foi o que movimento à noite passada na IASD-Boa Esperança – berço do adventismo em Camocim – no programa especial pelo Dia dos pais, programação elaborada e executada pelo Ministério Jovem da Igreja local.
Nós que fazemos o Esperança do Advento – Um blog cheio de esperança, aproveitamos o momento e parabenizamos a todos os pais que se fizeram presentes e foram participativos durante o culto especial realizado pelos filhos e filhas dos adventistas de Boa Esperança.
Os editores

domingo, 13 de agosto de 2017

SOMOS CHAMADOS FILHOS DE DEUS

Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro” (Gl 4:7).

Quando vivemos a vida de Cristo, somos chamados filhos de Deus. Tratamos o Pai de maneira amorosa e íntima, tendo todos os direitos dos que herdarão o reino de Cristo por causa de Suas dádivas, e não pelos nossos méritos.


Fonte/Base: https://escolasabatina.com.br/licao-08-de-escravos-a-herdeiros-12-a-19-de-agosto-2017-2/

sábado, 12 de agosto de 2017

DE ESCRAVOS A HERDEIROS

De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.
 Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio.
Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.
Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. Gálatas 3:25-29.

É claro que é difícil. Se não fosse difícil, todo mundo faria. É por ser difícil que se torna ótimo!”* Essa declaração tem servido de motivação para minha vida. Depois de alguns dias de exercícios na academia, mal posso esperar para ver onde mais meu corpo vai doer. Meu tio, proprietário da academia, deu-me um programa com os exercícios diários para a semana. Ele sabe quais exercícios são necessários para mexer com os meus músculos, e também os intervalos de descanso entre as séries. Ele sabe o que precisa ser feito para que o objetivo seja alcançado.
O texto de Gálatas 3:25-29 declara que nos tornamos filhos de Deus por meio da fé em Cristo. Não devemos nos comportar como escravos, mas como filhos e filhas de Deus. No entanto, para que isso aconteça é imprescindível que conheçamos intimamente nosso Pai celestial e nos familiarizemos com Ele.
Descobri que a parte mais difícil do meu dia ocorre antes da minha devoção pessoal, e que a parte mais fácil, acontece depois que a realizo. Experimentamos uma grande bênção quando dedicamos tempo para orar.
A devoção matinal é como o ato de se vestir para ir à escola ou ao trabalho, afinal, ninguém, em sã consciência, sai de casa sem roupa.
Vestir-se espiritualmente com as vestes da justiça de Cristo nos torna iguais e membros da família de Deus, seja qual for nossa origem, etnia ou cor. Por isso, podemos andar confiantes, sabendo que somos príncipes e princesas, porque nosso Pai é o Rei do Universo.
* Tom Hanks, no filme “Uma Equipe Muito Especial”, http://www.reellifewisdom.com/taxonomy/term/a_league_of_their_own, acessado em 31 de maio de 2016.

Fonte: https://escolasabatina.com.br/licao-08-de-escravos-a-herdeiros-12-a-19-de-agosto-2017-2/